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VERSOS MORTOS
*Marlene Constantino*
 
 
Meu verso, hoje frio e taciturno,
um negro véu encobrindo o céu;
molhado pelo noturno orvalho.
 
 Traço amarrotado e mal fadado
num cortejo de palavras veladas
em um cenário de verbos mudos.
 
Desprende essa abafada saudade
profunda dentro do peito,
Sorve um beijo mudo, a boca morta.
 
05/08/2008
 
Versos Gélidos
José Ernesto Ferraresso
 
Versos gélidos são melancólicos, 
Sem emoção, perdura a razão,  
E contagia a tristeza.
 
Provocam verbos eloqüentes,
Palavras ríspidas, insensíveis,
Colocadas sem coerência.
 
Distantes e inexistentes,
Onde a coesão não atinge,
Despreendida é sufocada.
 
Serra Negra
06/08/08 - 21:39 hs
 
 
 

 

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