A MÃO
QUE AFAGA A FLOR
Luiz
Poeta ( sbacem-rj ) -Luiz Gilberto de Barros
Às 21 h e 1 min do dia 15 de março de 2007
do Rio de Janeiro
Para a Arte de Denise Moura.
A mão que afaga a víscera não sente
A dor... há certas mãos muito sutis
Que afagam certas flores tão carentes
Do amor de outra flor bem mais... feliz.
A mão que afaga a mão mais incompleta,
Preenche, no vazio, a própria mão;
Assim é o vazio do poeta,
Que habita a dor do próprio coração.
A pétala da flor é como a pele
Que treme ao toque que acaricia,
Porém, se um vento mau, a flor impele,
A pétala, da flor se dissocia.
Se a flor afaga a mão, a fantasia
Se solta, é na flor que se sublima
A essência mais sutil da poesia,
No instante em que o amor produz a rima.
O espinho, sem mover-se, nos ensina
Que é na solidão da própria flor
Que está a emoção mais cristalina
Que brota quando a alma sente dor.
Luiz Poeta
www.luizpoeta.com
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TOQUE DE MÃOS
José
Ernesto Ferraresso
Carícias, afagos, toques,
Mãos que acariciam,um contacto,
Às vezes macias e aveludadas,
Em um só toque consigo descobrir,
Num só gesto eu posso sentir,
Nelas posso carregar a calma,
Como posso também com elas agir.
Em um só toque posso demonstrar o amor,
A paixão. a volúpia, e também a emoção,
Essas mesmas mãos que afagam e acariciam,
Conseguem machucar até mesmo um coração.
José Ernesto Ferraresso
Serra Negra**SP
04/10/2006
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criação:denise moura